quinta-feira, 18 de março de 2010

O Paradoxo do Nosso Tempo

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e oramos raramente, esquecemos até que Deus existe.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.

Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos dias à nossa vida e não vida aos nossos dias. Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho.

Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio. Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos. Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.

Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos. Estamos na era do ‘fast-food’ e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.

Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas ‘mágicas’. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na despensa. Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar ‘delete’.

Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer ‘eu te amo’ à sua companheira (o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame… Ame muito.

Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!

Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.


Colocando os créditos porque Marina Passos "descobriu" que o texto é de George Carlin. (entam está aê, caso alguém ainda não saíba :P )

sexta-feira, 12 de março de 2010

E você? Tem experiência?

Já fiz cócegas na minha irmã só para ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela. Eu já fiz bola de chiclete, e melequei o rosto, conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxo. Já quis ser astronauta, violonista, mágico, caçador e trapezista. Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora. Já passei trote por telefone. Já tomei banho de chuva e acabei me viciando. Já roubei beijo. Confundi sentimentos. Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de doce de leite já me cortei fazendo a barba apressado, já chorei ouvindo música no ônibus. Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer. Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore para roubar fruta, já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante. Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só. Já vi o pôr-do-sol cor-de-rosa e alaranjado em Alter do Chão, já me joguei no rio sem vontade de voltar, já bebi uísque até sentir dormente, os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar. Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial. Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar.
Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim. Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um 'para sempre' pela metade. Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo assim um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração. Experiência... experiência, será que ser 'plantador de sorrisos' é uma boa experiência? Sim! Mas só pra quem aprendeu a colher sonhos! Enfim...'Experiência? Quem a tem, se a todo momento ela se renova!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Morte de um governo “natimorto”?

O segundo governo de Maria do Carmo parece ter nascido sob o signo de Jason, aquele personagem da decalogia hollywoodiana “Sexta-feira, 13”: quando se pensa que o personagem morreu, ele ressurge das cinzas. Mas Jason, na verdade é um morto-vivo. Analogicamente, Maria não foge disso. Principalmente numa semana em que eventos díspares indicam que Maria vai do céu ao inferno em menos de um segundo, inclusive tendo que carregar cadáveres nas costas.

As águas de março – como cantou Tom Jobim – trouxeram paus e pedras para atingir a já baixa popularidade de um governo que só não é pior que o de Ana Júlia. Paus e pedras que deixaram dois mortos numa área interna do hospital municipal que deveria estar interditada. Maria puxou pra si a responsabilidade, numa atitude corajosa, porém inócua.

Qualquer manual de marqueteiro ensina que não se pode carregar cadáveres insepultos numa campanha eleitoral. A sorte de Maria é que a campanha que se aproxima é estadual e federal (mas o quanto isso poderá atingir o outro irmão médico, Lito Martins, que vai tentar um vôo federal?) e ainda está longe a próxima eleição municipal para se sentir os efeitos dessas mortes. Pelo menos em tese.

Mas não vai demorar a surgir a saraivada de discursos de seus opositores na Assembleia Legislativa, ao som de seu tucano mais peso-pesado (Alexandre Von) ou em Brasília, com o eterno desafeto, o demo-cipoalense Lira Maia, para lembrar todos da tragédia. Esta será explorada ao extremo, sem contar o, digamos, “fogo amigo”, que virá de seus colegas de Ministério Público imbuídos de investigar e responsabilizar a gestão municipal.

Mas a morte anunciada de um governo que tenta se reerguer dos escombros de um mini-terremoto de incompetência administrativa (o Haiti é aqui!), começou coincidentemente com a saída, do plano local, de sua figura mais ilustre: o todo-poderoso primeiro-irmão Everaldo Martins Filho, eminência parda de um governo que lhe deve a fundamental onipresença administrativa, ao mesmo tempo em que padeceu com ela desde o primeiro mandato.

Como já disse outras vezes, Everaldo podia ser considerado um “mal necessário” ao governo, já que tudo se movia a partir do movimento de seu polegar (para cima ou para baixo, como os imperadores de Roma, nas lutas de gladiadores no Coliseu). Sua última aparição pública foi justamente num evento do tipo pão e circo: durante o Carnalter, lá estava ele representando o governo no palco central com a sisudez de sempre e um sorriso pendurado nos lábios, diante do sucesso de um evento popular empanado em farinha. No outro lado da praça, uma desprevenida Maria do Carmo levava uma tacada de farinha no rosto de seu arqui-inimigo Lira Maia (prenúncio da tragédia que viria?)…

Considerado por muitos a arrogância em pessoa, Everaldo, nunca deixou de ser um técnico brilhante. Muitas das coisas que o governo fez de bom tiveram sua marca. E isso o credenciou a assumir a Casa Civil da quase moribunda Ana Júlia.

A dúvida que começou a pairar em alguns membros do governo era: o governo Maria II sobreviverá sem Everaldo? Ainda é cedo para dizer, mas com certeza, em momentos de crise como o atual, Maria vai se ressentir de uma opinião mais perspicaz. Coisa que o novo secretário de Planejamento, Emanuel Silva, não tem como fazer. Talvez a única coisa que ele tenha em comum com seu antecessor é a sisudez beirando a arrogância. E só.

Além do mais, ele era o secretário de saúde no primeiro governo e sua ex-esposa (Francimary Silva) a diretora do hospital que hoje está no olho do furacão. Não que eu queira culpá-los diretamente. A culpa pode ser creditada a eles e todos os que passaram pela direção, antes ou depois, neste e em outros governos. Para o azar de Maria, o teto caiu sobre sua cabeça. Ou melhor, sobre a cabeça de um ancião e de uma jovem, inocentes.

Ao puxar a responsabilidade para si, Maria fez um gesto suicida e livrou a cara de quem realmente deveria ser punido. Se um governo é descentralizado e tem tantas secretarias e coordenadorias, tantos cargos DAS, porque não ir a fundo, investigar e punir quem realmente pecou naquele setor? E como diria Dylan “Quantas mortes ainda serão necessárias, para que se saiba que já se matou demais?”

A tragédia do hospital não pode também ser usada para sacrificar os esforços de um governo que, na minha opinião, já nasceu morto. Os seis meses em que vagou como zumbi entre Santarém e Brasília, em busca de uma solução para um imbróglio eleitoral, que de certa forma lhe deu causa, foram maléficos para a sua gestão. E desde o retorno ao “trono”, Maria não conseguiu mostrar para o que veio. A cidade destruída pelas enchentes e a auto-estima da população lá embaixo (não fosse a campanha do São Raimundo, em nível nacional, estaria bem pior!), não viu qualquer mudança no quadro.

O ano de 2010 poderia ser considerado como o ano da redenção. Começou-se um movimento frágil para tentar tirar essa impressão. Um asfalto num grande trecho do centro, uma operação tapa-buracos ainda ineficaz, uma praça exuberante próximo ao Parque da Cidade e a precaução e o medo de que uma pedra rolasse de um morro na Matinha. Mas ninguém pensou que a pedra já estava rolando em cima de um telhado do hospital municipal!

O governo, mesmo titubeante, tomou uma atitude – ainda que atrasada – com relação à invasão do Juá. Mas poderia fazer mais: poderia aproveitar a deixa e por fim à especulação imobiliária de grandes grupos empresariais e de famílias tradicionais, que só emperram o progresso da cidade. Mas talvez, as alianças políticas sejam mais importantes do que a ocupação urbana e a preservação de áreas ambientais.

E quando o governo iniciava o lançamento de uma ousada campanha de ordenamento do centro e de combate à poluição sonora nessa mesma área, aquele telhado caiu e empanou o brilho do que poderia ser o verdadeiro início do governo Maria II.

Resta saber se Jason-Maria conseguirá, mais uma vez, ressurgir dos mortos e provar que não precisa da sombra do irmão para governar. Quem sabe imbuída dos bons fluídos deste dia 8 de março, seu dia internacional, Maria consiga reconstruir o telhado de seu governo.

Ninguém quer mais cadáveres insepultos em Santarém. E que me perdoem o infame trocadilho: mas será que já não é hora de se acelerar a inauguração do novo cemitério com seis mil túmulos, no Mararu?

por Jota Ninos (Jornalista)

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Porque os brasileiros não querem conhecer seu paraíso?


Tem coisas que nunca vou entender. Uma delas é o total desinteresse dos viajantes brasileiros, pela região amazônica, um paraíso natural que atrai batalhões de turistas e viajantes de todo o mundo.

Quando algum representante dos desmatadores no Congresso apresenta uma lei para cortar mais árvores, mil petições correm pelas veias virtuais da Internet pedindo sua arquivação, mas quantos destes assinantes querem conhecer nosso mais incrível patrimônio natural? Poucos!

É verdade que os preços absurdos praticados pelas empresas aéreas que servem a região norte não estimula ninguém a viajar para cá. É verdade também que um charter para Nova Iorque muitas vezes é mais barato do que um para Manaus, o que nem a ciência econômica explica. Mas, mesmo se levando em conta as dimensões continentais de nosso país e as dificuldades de se locomover em tão amplo território, não vejo o dia em que os brasileiros se interessarão por algo mais do que as emoções baratas da urbanidade.

A falta de interesse dos brasileiros pela Amazônia chama a atenção dos estudiosos do turismo principalmente porque, longe de ser uma viagem tediosa, a nossa região oferece emoção, cultura, paisagem e descobertas que aumentarão nossa conceito de cidadania. Mais espanto ainda sentimos quando lemos os relatos de tantos jovens brasileiros que se aventuram pela África, no entorno dos Pólos, em frágeis embarcações através de oceanos perigosos, escalam o Atacama e conhecem Bali na palma da mão, tudo atividades muito interessantes e válidas, mas porque tantos viajantes e aventureiros tem na Amazônia um vácuo inexplicável em seus currículos?

Longe de ser uma Disneylandia, Amazonas, Pará, Amapá, Roraima, Acre e partes do Mato Grosso e do Maranhão são plenos de história, novas informações, aventuras de arrepiar os cabelos e tranqüilos passeios, calor e frio, florestas sem horizontes e rios onde a vista se perde junto com a memória da urbe poluída.

Manaus, Santarém e Belém podem ser pontos de partida para vivências que nos ajudarão a conhecer melhor as idiossincrasias de um país complexo como o nosso, e quem sabe tornar-nos capazes de administrar com mais competência este magnífico patrimônio da humanidade que é a Amazônia. Sim, digo patrimônio da humanidade porque à vista dos estudiosos parece que o mundo todo se preocupa mais com a saúde da Amazônia do que os próprios brasileiros.

Talvez por esta razão torne-se ainda mais importante conhecer a região que muito se fala ser "desejada pelos estrangeiros", mas que nada fazemos quando está sendo devastada todos os dias pelos seus próprios moradores, tão brasileiros como nós, sob a desculpa de "desenvolver" a região, que na verdade fica sempre mais pobre.

Como seria bom para a região se todas as pessoas que bem-intencionadamente assinam e circulam indignados manifestos contra a destruição da Amazônia fizessem suas malas e partissem para a aventura de suas vidas naquela região. Que caminhassem sob a copa das imensas árvores no entorno de Oriximiná, dormissem lambidos pelo céu estrelado de Altér do Chão, navegassem por rios de água cristalina na floresta fechada, a apenas 30 minutos de Manaus. Ou à meia noite, à bordo de um charmoso barco regional ancorado num toco em qualquer igarapé, escutassem o suave respiro de um peixe-boi no labirinto do Arquipélgo das Anavilhanas, o maior grupo de ilhas fluviais do mundo, em pleno Rio Negro, perto de Novo Airão, onde os mosquitos são inexistentes.

Viajantes, se toquem! Conheçam os campos de Roraima e seus cavalos selvagens, as corredeiras de São Gabriel da Cachoeira, a esperança nos olhos dos habitantes das margens das rodovias enlameadas que sobraram do delírio das transamazônicas militares, onde grande parte da nossa dívida externa foi enterrada no estilo de Fitzcarraldo.

Hoje no primeiro mundo não existe nada de mais "moderno" do que conhecer os poucos lugares do mundo onde a natureza ainda está preservada, e os milhões de turistas estrangeiros que visitam regularmente a Amazônia, sabem disso. Mas quando será que os brasileiros que viajam pelo mundo afora, e furiosos assinam manifestos contra a suposta cobiça dos estrangeiros pela Amazônia, vão deixar de se deslumbrar com as contas coloridas e espelhinhos de Miami e Paris e descobrir o verdadeiro tesouro que tem, natural mas não menos mágico, no próprio quintal de casa?

terça-feira, 14 de julho de 2009

softwares livres ou privados?

A disputa entre aqueles que defendem o uso dos softwares livres e dos que utilizam o softwares proprietários não envolve apenas questões tecnológicas. A escolha do usuário tem efeitos na política, na economia e no desenvolvimento sustentável de um país como o Brasil.

Navegar é preciso, pagar não é preciso

É quase sempre proibido copiar, distribuir, reproduzir ou modificar a maioria dos produtos que tem como matéria-prima a informação, a tecnologia ou o conhecimento. Acostumamos com o tal dos ‘direitos reservados’, e é assim com a imensa maioria dos livros, CDs, softwares etc. Até pouco tempo, só com muito dinheiro era possível acompanhar o ritmo das inovações. Agora, proliferam-se no mundo inteiro movimentos que defendem a bandeira do sistema colaborativo de produção de conhecimento criando soluções palpáveis, inteligentes e rentáveis de produção, entre outras coisas, de Softwares Livres. Alternativas, aparentemente, mais acessíveis e bem mais justas...

Veja na íntegra http://diplo.uol.com.br/2009-05,a2845

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Gorjeai-vos!

O que seria Twitter? Ao pé da letra, gorjear(Piu piu) a ave que cantarola e canta notícias com 140 caractéres, na capa da revista Época desta semana o Twitter figura novamente como um dos destaques.

Irã 2.0 é o tema da capa.

A Matéria fala sobre como os Iranianos estão fazendo para se comunicar em meio a toda a confusão gerada pela corrupção nas eleições.

Após vários bloqueios em meios de comunicação, incluindo aí rede de celulares (envio de SMS), sem falar no fato de a própria TV não cobrir os problemas com a eleição, as redes sociais têm ajudado muito no atual processo que está começando a transformar a república Islâmica.

O Twitter foi e vem sendo bastante utilizado por aquelas pessoas para organizar redes de contato para organizar os protestos e debater a corrupção na eleição, através da hashtag #iranelection, que vem diariamente figurando em primeiro lugar entre os Trending topics do Twitter.

A cada dia encontra-se uma utilidade diferente para a ferramenta que vem redefinindo a forma como nos comunicamos, como marcas se posicionam na rede e como é possível criar um movimento através de alguns tweets, portando gorjeai-vos!

http://twitter.com/betoloading

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A Amazônia realmente é linda


Sempre ouvi essa frase " Amazônia é linda" claro que quase nunca em nosso idioma, ouvia "Amazon is amazing" , "L'Amazonie est étonnant", "Amazzonia è sorprendente" ou "Der Amazonia ist erstaunlich". Não se assustem não falo francês, italiano muito menos alemão malmente o inglês meio tupiniquim, é de assustar mesmo a não valorização que damos a este lugar e mais assustador ainda ter a consciência que moramos nele, somos cercados por uma biodiversidade enorme, temos como nossos vizinhos mananciais, rios de águas doces e cristalinas, florestas quase intocáveis, sei que já ouvimos diversas vezes falar sobre isso e a palavra Preservar a Amazônia parece meio clichê. Mas você já saiu de casa e foi aqui próximo na FLONA, no Bosque Santa Lúcia ou mesmo na Floresta Encantada no Caranazal próximo a Alter do Chão? Se não foi meu amigo (a). Como pode falar de desenvolvimento sustentável e conservação da Floresta se não conhece a um palmo de seu nariz?
Sempre ouço fulano falar que viajou pra aquele ou outro lugar. Mas e o seu lugar, você o conhece? Podemos reclamar, espernear, fazer cara feia para os "gringos" dizer que eles querem piratear, ocupar a Amazônia. Mas como você pode reivindicar algo que nem mesmo conhece, não estou aqui falando que devemos "entregar" a Amazônia a eles, mas se você for à Torre Eiffel todo francês vai saber a história dela e até mesmo lutar pela conservação da mesma, se você for à Itália todos vão saber o que é a Torre Piza e a luta pela conservação da mesma, mas nós, o que sabemos sobre a Amazônia? Espantei-me há um tempo quando falei sobre as figuras rupestres no Parque Nacional de Monte Alegre, e ouví um Belga falar o ano aproximadamente em que elas foram esculpidas, o período e qual civilização poderia ter feito aqui ou mesmo quando ví em um artigo Britânico, um estudante de nível médio falando sobre a Samaúma. Será que os estudantes do tradicional Colégio Dom Amando com raízes no meio da Amazônia saberiam dizer o que é uma Samaúma? Mas aposto se fizer um pergunta sobre algo relacionado a um i-Pod eles saberiam, nada contra a tecnologia, aliás, nem poderia afinal de contas sou um Analista de Sistemas a questão aqui é a valorização do que é nosso. Sempre gostei de ouvir "Amazon is amazing", mas adoraria muito mais ouvir e sentir isso em um bom português. Você só consegue conhecer o outro depois de se conhecer melhor, Viaje pela Amazônia!

Dicas:

Flona (Floresta Nacional do Tapajós, Belterra - PA)
Reserva do Mamirauá - AM
Ambas precisam de autorização do IBAMA

Parque Nacional de Monte Alegre - PA (Pedras e pinturas rupestres)
Cidades dos Deuses (Alenquer - PA)
Cachoeiras Vale do Paraíso(Alenquer - PA)



com o tempo vou indicando mais lugares e falando um pouco mais desses citados acima. Boa viagem!

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